
Acontece qe eu e tu somos muito diferentes. Ou muito iguais. Não consigo distinguir, talvez pelo simples facto de muitas das vezes achar que não me conheço a mim mesma, e muito menos a ti e portanto não tenho a capacidade de dizer até qe pontos somos isto ou aquilo. Ai é qe esta', somos desconhecidos um do outro, e cada um desconhecido de si mesmo. Qem me conhece sabe muito bem qe eu disfarço bastante os meus sentimento e é preciso conhecer-me bastante bem para conseguir ver para além da máscara. Ora, não sendo tu um grande apreciador de leitura, como me poderias ler, ou melhor, decifrar as entrelinhas por detrás desta capa? Não consegues, ou será qe não qeres?
Custa-me baixar a guarda e, em alguns momentos chego mesmo a odiar o facto de ja' o ter feito, principalmente quando não me serviu de nada. " Recebemos o que damos". Será sempre assim? Sinto qe dou mais do qe devo, e recebo menos do qe ,talvez, merecesse. Ou então, sou eu qe não dou assim tanto. Acho qe ja' não me sei dar às pessoas. Fui perdendo essa capacidade, ou melhor, tiraram-me-a. Agora vou ter qe de algum modo, recuperar. Vou ter qe aprender a voar sem assas, pois essas foram-me retiradas, e quando conseguir poderei dizer qe sou/ estou livre, novamente, de espírito (pelo menos).
Em certos momentos da nossa vida temos qe deixar tudo para trás, fazer malas e viajar até ao centro do teu EU, na esperança de nos encontrarmos. Procurar-nos quando nos sentimos perdidos ou simplesmente porqe mais cedo ou mais tarde temos qe o fazer, mesmo sem percebermos. Somos iguais, porqe somos ambos jovens e há um mundo à espera de ser descoberto por nós, à espera qe façamos a viagem das nossas vidas.
Hoje fiz uma viagem, uma das muitas qe ainda tenho qe fazer, e é com orgulho qe afirmo qe não vim de mãos a abanar. Voltei com mais um bocadinho de mim no coração, na cabeça, na pele e no olhar. Voltei com um pouco mais deste "eu" para dar.
E tu? O qe é qe tens para dar? Talvez seja ai qe somos diferentes. Eu dou demais, e tu, de menos. Ou talvez, eu não tenha nada para te dar, nem nada para receber de ti. Talvez, talvez, talvez. Estou a tornar-me tão repetitiva, mas a verdade é esta. Eu não sei, e tu, também não.
A

